27.12.09

Um alento pra saudade...

"Cada vez que el desaliento se abata sobre ti, recuerda que no es más que la sombra de la mano de la Madre Divina extendida para acariciarte. No lo olvides. En ocasiones, cuando la Madre va a prodigarte una caricia, su mano proyecta una sombra antes de tocarte. Así pues, en el momento en que se te presenten dificultades, no pienses que Ella te está castigando. Existe una bendición [oculta] en la sombra de su mano que se extiende para acercarte más a Ella."

- Paramahansa Yogananda (El Viaje a La Iluminación)

12.12.09

- preciso voltar a acreditar -

5.12.09

15.11.09

Um lugar

Não consigo me concentrar. Fico o tempo todo buscando um lugar pra estudar. Mudo as coisas de lugar, mudo o lugar de ler, mudo os livros, estantes, prateleiras, pufes. Sempre acho que deve haver um ambiente favorável, mas nada me agrada.
Queria uma atmosfera de biblioteca, com cheiro de madeira, de madeira escura, abajur verde, poltrona de couro, uma lareira, vista pro orvalho caindo, um tapete com cães aconchegados, pé direito bem alto, tábua corrida...

8.11.09

Domingo. Calor. Vida feliz.

Estamos aqui fazendo um churrasquinho de vegetais, tomando uma cervejinha, Madeleine Peyroux ao fundo. Os cachorros deitadinhos em volta. O chuveirão pra refrescar. Um amor pra abraçar. Definitivamente, a felicidade está nas coisas mais simples.
...queria trazer o mundo pra esse momento...

2.11.09



"Não leve as experiências da vida tão a sério. Não deixe principalmente que elas o magoem, pois na realidade, nada mais são do que experiências de sonho... Se as circunstâncias forem ruins e você precisar suportá-las, não faça delas uma parte de você mesmo. Desempenhe o seu papel no palco da vida, mas nunca esqueça de que se trata apenas de um papel. O que você perder no mundo não será uma perda para sua alma. Confie em Deus e destrua o medo, que paralisa todos os esforços para ser bem sucedido e atrai exatamente aquilo que você receia."

- Paramahansa Yogananda

30.10.09

Ever New Joy!

Ontem estava indo para a palestra que os Monges da Self vieram dar para quem vai trabalhar como voluntário na Convenção e, subitamente, tomei a decisão de me manter alegre, constantemente. A idéia é não me abalar com as intempéries da vida. Não é estar alienada ou fingindo que elas não acontecem. É ter a visão das coisas, fazer o melhor diante dos acontecimentos, fazer o que puder para ajudar, se for preciso, mas sempre, todo o tempo, com alegria.
Acho que a vida vai ficar ainda mais fácil assim!
:)

28.10.09

Meu twitter!

Vi aqui e achei maneirinho!

27.10.09

Grosseria médica

Hoje fui ao ginecologista, apenas para levar meus exames. Cheguei 15 minutos antes da hora marcada. Marcada, porque ele marca e pagamos até mesmo para mostrar os exames. Sem contar que ele atende no Rio e em NiterÓi, mas aqui, teria que pagar R$50,00 por fora, pois ele não atende Unimed Rio, só em Ipanema. Pois bem, fui a Ipanema porque não faz o menor sentido pagar além do plano, blablablá.
Quando cheguei, tinha uma grávida entrando e eu seria a próxima. O atraso seria de apenas 10 minutos, mas... Chegaram duas mulheres que trabalham com sistema financeiro e queriam falar com ele sobre o contrato para implementar o tal sistema. Uns papéis pra ele assinar e tal. Lógico que elas entraram na minha frente. Até aí, estava achando bom demais ser atendida com apenas 10 minutos de atraso. Porém, para minha total indignação, elas ficaram lá dentro uma hora e quarenta minutos! Às gargalhadas. Uma senhora que estava na sala de espera comigo, estava com suspeita de câncer de mama, nervosa, chorando e eles lá, sem o menor pudor. Ele, né? Por que elas não tem nada a ver com isso. Sinceramente, pensei em ir embora, mas fiquei, até pra dizer o que estava sentindo.
Quando ele abriu a porta, me perguntou:
- Tudo bem?
- Não. Como pode estar tudo bem se a gente fica tanto tempo esperando, tendo marcado um mês antes e passam duas pessoas que nem hora marcada tinham, pra falar de assuntos pessoais? Sei que não vai adiantar nada falar isso, mas faço questão de registrar a minha insatisfação com a falta de respeito de vocês, médicos. Do fundo do meu coração, a minha vontade é de nunca mais pisar aqui.
Ele ficou absolutamente calado.
Aí, entreguei os exames.
- Você está diabética!
- Hã?
- Hoje em dia, estamos considerando um valor cada vez menor. Procure um endocrinologista.
- Já tenho uma clínica.
- Não serve. A visão é diferente. E esse endométrio hipertrofiado, hein?
- Eu que te pergunto. O que isso quer dizer?
- Câncer de endométrio, ué!
- Hã? Tô com câncer, é isso?
- Não, mas esse é o primeiro momento. Se não tratar isso, vai ter.
- Tratar isso o que?
- Ah... Tem que fazer uma histeroscopia pra saber. Não posso dizer nada. Faz e depois me traz, tá?
- E espero mais uma hora e quarenta, né?
- Ah... Nem sempre é assim.
- Não mesmo. Às vezes é muito pior.
Conclusão: vou fazer o exame porque não é com ele, mas o resultado vai pra outro médico que, tenho fé em Deus, será infinitamente mais delicado e competente.

22.10.09

Sonho...

Andava pelas ruas e passei por soldados armados, com uniformes elegantes. Algumas poças no chão. Um pouco a frente, encontrei uma arma de brinquedo, eu achava. Engatilhei sem saber e continuei andando. Mas à frente, me dei conta que não era de brinquedo e uma angústia tomou conta de mim. Encontrei um soldado que estava só, cantarolando. O abordei e disse que tinha caído de algum outro soldado. Ele pegou a arma da minha mão e perguntou como podia me retribuir. Dei um sorriso e disse que não era necessário. Fui andando e ele me chamou pra dizer que meu sorriso acabava com qualquer guerra. Fiz um pronam e fui feliz pelas ruas da cidade.

Preciso da minha analista.

7.10.09

Mulher Sem Razão - aqui
(Cazuza)


Saia desta vida de migalhas
Desses homens que te tratam
Como um vento que passou

Caia na realidade, fada
Olha bem na minha cara
E confessa que gostou
Do meu papo bom
Do meu jeito são
Do meu sarro, do meu som
Dos meus toques pra você mudar

Mulher sem razão
Ouve o teu homem
Ouve o teu coração
Ao cair da tarde
Ouve aquela canção
Que não toca no rádio

Pára de fingir que não repara
Nas verdades que eu te falo
Dê um pouco de atenção

Parta, pegue um avião, reparta
Sonhar só não dá em nada
É uma festa na prisão

Nosso tempo é bom
E nem temos de montão
Deixa eu te levar então
Pra onde eu sei que a gente vai brilhar

Mulher sem razão
Ouve o teu homem
Ouve o teu coração
Batendo travado
Por ninguém e por nada
Na escuridão do quarto

Ouve o teu coração
Ao cair da tarde
Ouve aquela canção
Que não toca no rádio

5.10.09

Blog

Quando eu voltei a "escrever" no blog, depois de anos quieta, eu tinha planejado postar alguma coisinha todos os dias, mesmo que fosse uma foto, um vídeo, um trequinho qualquer. Mas como isso é difícil pra quem não é da escrita, viu? O curioso é que tenho passado meses morando no twitter e lá tem sempre coisas acontecendo e mil assuntos e pessoas interessantíssimas (eu sigo as melhores pessoas do twitter, vai por mim!). Chego aqui e pã! Silêncio. Aliás o twitter é meio assim: tem uns picos de verborragia coletiva que são deliciosos. Aí você entra numa vibe que faz a mente ficar esperta, rápida, safa. De repente, a galera entra numa exaustão e pufff... Cada um pro seu quadrado. Na verdade, aquilo lá tinha um objetivo, mas virou um salão de bate-papo moderno.
Bem, mas o papo era sobre o blog. Acho legal estar aqui, mas é isso, me falta disciplina e preciso ser menos preguiçosa. Tenho vindo aqui pra ler os linkados e tá legal assim. Leio aqui e acolá.
Quando venho pra cá, parece que saí de um boteco animado, com cerveja, amigos, música rolando, cada hora mais um chegando e cheguei em casa. Silêncio e notícias dos amigos que não estavam lá...
Gosto dos dois lugares. Sou caseira, mas adoro um furdunço!

4.10.09

Damien Rice & Lisa Hannigan

Uma Flor


Gostei desse som!

3.10.09

Uma dica


Tô achando uma graça esse livro da Clarice. Ela escrevia colunas com dicas e receitinhas para as mulheres. Tão diferente de tudo que já li dela. É gostoso. Aproxima. Parece que tô lendo o blog dela, sabe?

28.9.09

Carta de Clarice Lispector

a Tania Kaufman

"... Por intermédio de Maury tenho uns leves conhecimentos que não me interessam propriamente. Estou cansada de pessoas e sozinha me aborreço. Eu mesma não sei o que quero..."

- Correspondências

19.9.09


Hã?

14.9.09

Hospital São Lucas e a banalização da vida!

Vou contar como foi o meu domingo, 13 de setembro de 2009...

5:30 da manhã recebemos um telefonema comunicando que D. Marina seria levada para o São Lucas (Copacabana), pois tinha levado um tombo e estava com muita dor nas costas. Em uma hora eu estava lá. Ela ainda estava com dor e aguardando o raio x para saber se havia fratura. Já estava sendo medicada com Tramal (analgésico narcótico). Lúcida. Por volta de sete horas, ela foi fazer o raio x. Aguardei na recepção e depois de uma hora e meia, aproximadamente, fui ver o que estava acontecendo. Fui até o andar do raio x. Ela havia vomitado e estava sem reação. Me olhava, mas não falava nada e seus olhos se viravam para cima. Chamei a médica plantonista que me perguntou quem tinha atendido. Eu não sabia, pois cheguei de Niterói, bem depois dela, que mora ao lado. Não achava seu prontuário num primeiro momento... Bem, comuniquei que ela era portadora de insuficiência adrenal aguda (sequela da retirada de um tumor da hipófise), fazia uso contínuo de corticoterapia oral e que, caso ela sentisse qualquer coisa fora do normal, como dor e até mesmo calor acentuado como no verão, ela deveria seguir o procedimento que estava no laudo da endocrinologista dela. Todos os médicos leram o laudo e, simplesmente, ignoraram. Tinha uma endocrinologista de plantão (Maíra) que disse que não ia prescrever cortisona, pois isso não pode ser administrado desta forma. Ela faz uso diário e, como foi pra lá muito cedo, não tinha tomado nenhum de seus medicamentos. Não teve jeito. Caio Lopes a examinou (me perdoem, mas não vou chamá-los de doutores) e prescreveu soro com hidrocortisona (enfim!), porém a dose não era a ideal para ela, mas eles não tinham Meticorten. Se eu quisesse buscar em casa... Era um medicamento semelhante, mas não tinha o mesmo efeito. Ela ainda faria TC da bacia e do crânio. Sua pressão estava um pouco mais baixa do que quando chegou: 7x3!!!! Ela chegou com 16x8.
- Um pouco mais baixa?!
- hehehe...
Por volta de meio dia, ela voltou das tomografias. Estava orientada e com menos dor. Fiquei feliz! Aguardavam resultado do exame de sangue e das tomografias. Tudo ok. Sem nenhuma alteração. Alta. Enquanto esperávamos o maqueiro, ela desorientou novamente. Não tinha nenhuma conexão com a realidade nem com sua própria fala. Chamei o Caio Lopes e ele me orientou a levá-la pra casa e se mantivesse o quadro, que voltasse para a emergência. Questionei e ele fez ela ESCREVER (!!). Óbvio que não escreveu nada, mas ele mantinha a alta. Disse que não levaria ela pra casa naquele estado. Ele me perguntou se ela não era assim. (O que?) "Aceitou" interná-la. Tiraram soro, medicação, eletro, pressão, tudo, fazia tempo. Duas horas se passaram até que saísse a internação. Mais algum tempo pra ela, supostamente, subir para o quarto. Durante todo o tempo, fui DIVERSAS vezes ao "puleiro" dos médicos e vi e ouvi toda sorte de barbaridades: me ironizaram por cada pergunta que fazia, por cada questionamento ao quadro dela, viam fotos engraçadas, pelo que supus, no computador, conversavam sobre o vestido que um deles saiu para comprar para a mulher, amante ou o raio que o parta! Na minha última gota de paciência e diplomacia, levei novamente o laudo e exigi uma explicação sobre o que estava sendo administrado, ou seja, NADA. "Como nada? Ela está medicada." Ela estava há pelo menos 3 horas sem soro, sem comida, sem água, sem qualquer acompanhamento ou controle e nenhum médico ou enfermeiro ia ao box que ela estava. Atendimento bem diferente de uma senhora que chegou com seus filhos e parentes médicos e rapidamente foi internada. Pois bem, as explicações foram contraditórias e ainda ouvi que ela teve sorte de ter vaga, pois tem gente que fica até dois dias aguardando vaga na emergência:
- Isso é normal.
- Normal? Paciente idosa com alteração de consciência e com seu histórico, ficar abandonada é normal?
- É. Não estou entendendo o que você está querendo. Você está vendo com olhos de acompanhante. Nós não temos só ela de paciente. Nós somos médicos e sabemos o que estamos fazendo.
- Fazendo? Vocês não estão fazendo nada. Ela está abandonada! Você está me dizendo que esse é o nosso sistema de saúde?
- Exatamente.
Dei as costas, mas a tal endocrinologista (Maíra) ficou assutada ao saber que ela não estava sequer no soro. Se escondeu, mas chamou um enfermeiro para medir pressão, colocar soro, fazer eletro, etc. Por volta de 16:00. Ela estava com taquicardia, desidratada, permanecia com alteração de consciência e começou a inchar. A Maíra estava apavorada e começou a me perguntar tudo que eu tinha tentado falar às 6:30 da manhã e ela se negara a ouvir!
Caio Lopes veio me comunicar que ela não iria para o quarto e sim para o CTI. O quadro tinha alterado rapidamente (??) e ele iria comunicar ao plano de saúde que o procedimento seria outro.
- Vou tentar explicar o que aconteceu.
- Hã...
- Talvez ela esteja com essa taquicardia pela falta da medicação mesmo.
(Quase 10 horas depois!)
- O que? Você tem noção do que está me falando?
- Tenho.
- Você sabe que vocês vão ter que responder por isso?
- Ok.
- Você sabe que eu vou processar você por negligência?
- Tudo bem.
- Não quero ouvir você me dizer que não tem vaga no CTI e outras mentiras, pois eu vi gente que chegou bem depois dela, indo pra lá. SE VIRA EM VAGA!
Ele saiu de cena e a Maíra assumiu. Me chamou de senhora e entrou com ela no CTI. Ainda me pediu para procurá-la terça-feira pois ela tem muito interesse no caso, já que é a especialidade dela. ramram.
Por volta de 16:15 ela estava no CTI e agora tinha febre (infecção instalada) e teriam que investigar a causa e combater, já que é uma paciente de comorbidade elevada. Só pude vê-la novamente às 18:30. Agora o quadro era: taquicardia, febre, desidratação, desorientação, edema de face, inabilidade de fala, infecção e a dor que a levou para toda essa situação de negligência, descaso, desumanização, falta de ética, respeito, etc, etc, etc...

12.9.09

Projeto Salve um Fígado \o/

Antes
Durante
Depois

8.9.09

Uma circunstância além do nosso controle.

Hunf...

Negócio de dieta é bem complicadinho! Não é nem por não poder comer as coisas, mas é o que comer. Tô com negócio de gordura no fígado, aí tenho que cortar gorduras e açúcar. A questão é: tudo tem gordura e açúcar. O que não tem, compensa com outras bombas tipo aspartame, ciclamato e afins.
Fui ao mercado pra tentar comprar coisas saudáveis: o requeijão que eu gosto, não tinha e teria que comprar o light que também tem gordura, menos mas tem. Iogurte light tem as bombas citadas. Comprei o comum, fazer o que? Frutas e verduras temos o risco de agrotóxicos e tais. Carne vermelha é uma questão de consciência. Frango tem hormônio. Peixe tem que saber a procedência. Ufa...
Não comprei coca-cola. Um grande passo. Se tiver em casa, eu tomo. Comprei Spree. Não é light, mas tem menos açúcar. De petisco, um biscoito da Nestlé de 3 cereais, Sembei e gergelim. Chocolate, 60% cacau. Um quadradinho por dia - já comi a cota de hoje.
Café da manhã de hoje foi uma banana. Almoço: couve, frango grelhado e batata doce cozida. Lanche vai ser pão integral com cream cheese.
Agora, tenho que procurar nutricionista pra ver como as comidas devem ser preparadas: água e sal é dose.
E a academia... Ah...

7.9.09

Amei!

Se um dia tiver que voltar pra um ap, gostaria que tivesse essa carinha...





5.9.09

Sofia Mafalda

Não sei se já contei aqui, mas queria mostrar pra vocês que se minha poodle, Sofia, fosse "gente", seria a Mafalda!! Cara, ela é muito igual. Os comportamentos. A carinha. Tudo!
:P


4.9.09

Presentinhos que ganhei hoje...




2.9.09

Comércio popular...

Ontem fui comprar "ticido" pra fazer umas roupinhas. Nunca tinha feito isso antes, nem entendi nada que o vendedor falou. Cheguei com o papelzinho das medidas que a costureira me recomendou. Ele me deu um monte de explicações e eu, dã... Escolhi as cores e nem sei o nome do "ticido". Queria linho, mas aqui em NiterÓi, óbvio, que não tem! Nhé...
Mas o que mais me impressionou foi ver o funcionamento do cafofo. Era uma profusão de atitudes compulsivas e maníacas. O vendedor, cortava todos os "ticidos" numa postura estranhíssima que nem saberia reproduzir. A tesoura ia passando, absolutamente reta. A cada cor que eu escolhia ele dizia - escolhe outra. Expliquei que nunca fiz nada com a costureira e precisava saber se ela ia fazer direitinho. Ele disse que ia sim (como se conhecesse ela). Nem eu conheço!
Bem, os cálculos foram naquela batida de #novesfora que eu nem tentei entender. Já sou ruim de matemática, calcular "ticido" não dá.
Aí chego no caixa. Música evangélica no radinho atrás do vidro e a mocinha muito polida passou por toda uma maratona de papéis e registros e livros e códigos... Ufa... Me deu um papelzinho e fui buscar a mercadoria em outro balcão. Mais uns rituais foram cumpridos até que consigo sair da loja com meus primeiros "ticidos" comprados. Se der certo, vou virar freguesa. Gostei do preço e dos rituais! :P
Agora, tenho que comprar botões?

1.9.09


"... No terceiro copo estava de cigarro na mão. Mas cá pra nós, eu acho que aí não conta, porque não bebo todo dia, e porque quem fuma nessas ocasiões não sou verdadeiramente eu mas uma pomba-gira viciadíssima que se apossa do meu corpo - danada - e tira proveito de minhas vulnerabilidades."

- Maitê Proença (Uma Vida Inventada)

31.8.09

Vai Passar...

Alegria & Deus

"Deus nos dá pessoas e coisas,
para aprendermos a alegria...
Depois, retoma coisas e pessoas
para ver se já somos capazes da alegria
sozinhos...
Essa... a alegria que ele quer."

- J. Guimarães Rosa

30.8.09

Pra Maria Adriana

"Entre meios e porquês percebo-me com uma frustrante tendência à incompletude. Eu era tenista e competia, mas não chegava a vencer os torneios, chegava quase. Fiz parte de inúmeros times de esporte, mas nunca fui a melhor jogadora, nem a melhor corredora, nem a melhor aluna das matérias que me atraíam. Poderia ter sido em alguns momentos, mas algo em mim se desinteressava quando entendia que a glória era alcançável. Era como se o me saber capaz fosse suficiente. Como se tivesse que bastar porque era feio e pequeno desejar também os aplausos do mundo; um mundo cujos valores não deviam me seduzir porque sou filha de meu pai, porque sou filha de meu pai!"

- Maitê Proença (Uma Vida Inventada)

Fallen

Manhã


Acordo com uma angústia que não sei nomear. Vontade de nada. Meu olho dói. Meus dentes doem. Não sei o que está acontecendo. Sensação de limbo. Vazio. Nenhuma surpresa. Nada anima. Ouço canções sofridas. Só quero ouvi-las. Estômago também dói. Dói o corpo todo e a mente. Tenho que me apressar para sobreviver até a chegada do verão. Não sou assim. Estranheza. Imobilidade. O céu está assustadoramente azul. Deveria estar chovendo. Preciso me alimentar. Tenho fome. Nada me traz sabor. Me jogo na rede pra que alguma coisa balance e entre no seu devido lugar. Não entra. Levanto. Ando pela casa em busca. Nada.

29.8.09

Closer


Hoje revi Closer. Nossa... Eu gosto! Acho que a Julia Roberts tá ótima. Fala pouco, mas expressa bastante. Olhar, respiração, postura...
Um belo filme. Uma questão pertinente para casamentos, principalmente os longos.
Quantas vezes buscamos um salto, uma queda, um suspiro pra continuarmos vivos. Nos atrapalhamos, nos envolvemos em falsas emoções ou sentimentos efêmeros. Depois voltamos pra casa e tudo é simples. Tudo é pra sempre, quando o amor tá lá. Tudo...
Tenho sentido as pessoas entediadas, "buscando aquilo que não têm". Quando tem um amor, quer um sentido profissional. Quando tem uma profissão, não está realizado. Plenitude existe? Onde está esse lugar? Um mundo de eternas insatisfações é o que nos resta?

27.8.09

Caminho do meio

Não gosto de fundo branco, mas entendo a dificuldade. Prefiro fundo preto, mas o blog é pra todo mundo poder ler, né? So...
Caminho do meio.
Depois de um dia todo tentando entender "html" que é coisa de outra língua, de outro planeta, vou experimentar esse formato. Opiniões são muito bem vindas!!

De mudança!

Sempre é bom renovar, mas sou uma pessoa fixa e isso se transforma em um parto.
Sei que o fundo preto atrapalha. Tentei mudar, mas não consigo me adaptar. Fica tudo muito claro. Nem tem a ver comigo, tá?
É que tem toda uma questão de emissão de luz, gasto, economia de energia, essas coisas. Por isso o pretinho básico!

Entendem??
8:)

25.8.09

Tabacaria

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.
(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.
(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)
Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente
Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.
Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.
Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.
(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.

- Álvaro de Campos, 15/1/1928

18.8.09

Assustador!!

Uma dentista recebe uma paciente, coloca na cadeira, vai atender um telefonema e...
Depois de um tempo no telefone, esquenta sua comida e almoça. A paciente ainda está na cadeira. Bate papo com funcionário, atende outros telefonemas e as horas passam.
Sexta-feira. Fecha tudo, apaga as luzes e vai pra casa. No meio do caminho, toca o celular.
- Volta que você esqueceu Fulana no consultório!!
- Como assim?
- Ela tá lá, presa e você nem atendeu.
A criatura volta, abre a porta e ainda pergunta:
- Onde você estava escondida?

Essa paciente ainda voltou outras vezes...

Mais de taxista...

sexta-feira - 2:30am

- A senhora tá com cara de quem trabalhou o dia inteiro ou está indo trabalhar.
- Eu?
- Estou enganado?
- Não, não.

TPM + cerveja = cara de pessoa séria

15.8.09

Janmashtami Bhagavan Krishna!!


"Aquele que Me percebe em todos os lugares e Me vê em tudo, nunca passa desapercebido por Mim, nem Eu por ele. Este iogue permanece eternamente em Mim, ancorado na unidade divina e, qualquer que seja o seu modo de vida, percebe-Me permeando todos os seres. Oh Arjuna! O melhor tipo de iogue é o que sente pelos outros, seja na dor ou no prazer, o mesmo que por si próprio."

(Bhagavan Krishna, Bhagavad-Gita 30-32)

13.8.09

Das coisas que não tem em Niterói...

Livraria da Travessa
Belmonte
Yogoberry
Cinema Estação
Casa de Cultura (qualquer uma tá em falta aqui!)
Zona Sul
Café com charme
Feira com chorinho e flores, tipo Laranjeiras
Cursos com Cultura
Garytos

Falta mais coisa. Vou acrescentando com o tempo...

Bom demais!!

E, claro... Não tem em Niterói.

De Todas as Maneiras



De todas as maneiras que há de amar
Nós já nos amamos
Com todas as palavras feitas pra sangrar
Já nos cortamos
Agora já passa da hora, tá lindo lá fora
Larga a minha mão, solta as unhas do meu coração
Que ele está apressado
E desanda a bater desvairado
Quando entra o verão
De todas as maneiras que há de amar
Já nos machucamos
Com todas as palavras feitas pra humilhar
Nos afagamos
Agora já passa da hora, tá lindo lá fora
Larga a minha mão, solta as unhas do meu coração
Que ele está apressado
E desanda a bater desvairado
Quando entra o verão

- Chico Buarque

9.8.09

Sexo com lirismo...

8.8.09

Amiga fofa me disse outro dia que tudo que me dedico a fazer, faço bem feito. O problema Tatá, é que não me dedico a nada! Hunf...

1.8.09

Letrinhas

Aí né, que às vezes ficam só imagens... Era pra escrever?

Pra entrar no primário, tinha que fazer uma prova, desses vestibulinhos que torturam a criança. Eu fiz, toda adulta. Tudinho em letra de fôrma. Fui super bem, mas... Não podia escrever em letra de fôrma. Chamaram minha Mãe pra saber se eu estava passando por algum problema em casa. Não podiam me aprovar porque era tudo letra de fôrma.

- Por que você fez isso? (tia)
- Não sei.
- Agora vai ter que fazer outra prova. (tia)
- Mas eu gosto de escrever com letra de fôrma.
- Não pode. (tia)
- Por que?
- Só adultos escrevem assim. (tia)
- Eu não sou adulta? Se escrevi assim e só adultos escrevem assim, eu sou adulta.

Meus 5 anos foram traumáticos!

Intimidade no silêncio...


Uma relação é simples assim.
(via @renkea)

27.7.09

Moleskine



Faz tempo que não tenho uma. Vou voltar à arte de uma Moleskine...

Birinha mandou pra mim! Amor...

Saramago Ever!!